segunda-feira, 20 de julho de 2009

Elefantes no caminho


Chega uma hora que você percebe(euforicamente) que não dá mais. Ou você tira o elefante das suas costas, ou ele te esmaga brutalmente. Que contraditório... O elefante, devido a ordem natural, nasceu e cresceu ali. Porém, contrariando a essa mesma ordem, você não tinha se dado conta de que existia um peso a mais. Será que ele esteve mesmo sempre ali ou será que ele apareceu de um casulo feito borboleta que se transforma? Era algo indefeso e depois se apoderou de dimensões que não deveria ter atingido. Sim. Uma transformação violenta, inacreditável e... pesada.
Será que surgiu só pra atravancar o caminho e tornar seus passos um tanto quanto cansativos?
Sinceramente, essa promiscuidade hoje pouco importa.
O almejo de algo mais pleno e mais completo te impulsiona. Um caminho sem via crucis. Sem fardos. Sem dúvidas no coração. Sem choros seguidos de soluços...
Não digo de um fim indolor. Mas de um fim que trouxe cor.
E quanto ao elefante...Para ele sobrou o módulo "locomoção". Papéis inversos dessa vez.
Ele te carrega ao invês de ser carregado.
Epa! O balanço dele está te incomodando . É outro ritmo. Outro caminhar.
Não, não...E como quem dá a liberdade a pobres "animaizinhos", você ordena:
"-Vá embora. Siga seu caminho.(Siga o outro caminho)."

Sabemos que no meio do caminho, (pelo hábito, carinho, curiosidade ou sei lá o quê) ele vai se atraver a olhar pra trás. Mas, hey...Você não ficou parada esperando. Você seguiu seu caminho.
E olha só a grandiosidade que o peso tirado lhe trouxe: Você não está mais a mercê de carregar o elefante.

Ele olhou pra trás, mas mal conseguiu te avistar. Não conseguiu te alcançar.
Foi-se assim mais um elefante. Pesado e ... pesaroso.

domingo, 5 de julho de 2009

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"E ele me estende a mão: não é cumprimento, tampouco um pedido de apoio para se levantar. A mão aberta. Ele me estende a mão e diz: te entrego meu vazio."


Um vazio que tem peso.E pesa mesmo!
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Ele
Sempre me encantei com seu olhar de menina-moleca. Só não podia imaginar que ela ainda costumava brincar. Trocara bonecas e bonecos por pessoas.

Ela
Nunca pertenci completamente a ninguém. Ainda custo a aceitar que você passou a ser apenas alguém.

Trechos em mim.

O mantra está vivo aqui dentro de mim. E como diria o cantor:"Deixa vir do coração!"
Dessa vez, meu coração jogou diferente comigo.Fugindo da autarquia, ele fez ligação direta com meu cérebro.Meu coração não quer mais.Minha razão concordou.E parece que essa aliança, trouxe benefícios para outros setores...
Meus pés continuam a caminhar depois dessa aliança.Só que dessa vez, para um rumo diferente.Direção oposta.Tipo aquele carrinho de fricção, que bate em qualquer lugar e volta imediatamente,sabe? Bate e volta.Foi assim para meus pés.
Meus olhos se abriram tanto, que chegaram a ver por detrás do muro.Aquele muro que estava empatando o caminhar dos pés.(Por vezes penso que talvez nem estava enchergando o muro.) Mas,não nego. Eles deram uma olhadinha descuidada para trás e me fizeram lembrar que virtudes foram cultivadas no meu caminho.Mais um impulso.
Minhas mãos também acataram mudanças.Antes se juntavam em oração para pedir pra te esquecer ou te ter de uma vez.Hoje, elas se juntam para pedir alegrias para você.E sabedoria também.

"Eu não iria tão longe por você."
"Tudo o que quer de mim é demais, é pesado... Não há paz."

E eu...Bom, eu só "quero a sorte de um amor tranquilo".

terça-feira, 30 de junho de 2009

M A N T R A


1-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

2-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
3-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
4-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
5-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
6-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
7-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
8-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
9-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
10-Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

E quantas vezes mais for necessário.

Mantra.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

E toda hora é necessário.

domingo, 21 de junho de 2009

O que nem todos vêem -


"Olha devagar para cada coisa.Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu.
Em cascalhos disformes e estranhos, diamantes sobrevivem solitários."

-E por que não viram o reluzir de tais?
-E quem disse que eles não reluziram?
-Não foi quando ele disse que eles não vivem?
-Ele disse?
-Quem sobrevive vive?

-A culpa é dos diamantes?
-Será que é por serem solitários?
-Mas e se polirmos o diamante?
-Ou agregarmos a eles companhia?
-Hey...e os cascalhos??
-Então eles não são tão solitários?
-É.Não são.
-E talvez reluzem.Porém em outra direção.

Hummm. O que a multidão não viu!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um "Aqui" bem distante -



Se encaixa com perfeição no momento.

"Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada."

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Saudade demais...