segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Felicidade é relativo...



E olha a felicidade da Chapeuzinho...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pai !



“De onde vem a calma daquele cara?”

Marcelo Camelo conheceu meu pai? Por que é isso que me pergunto sempre.

Como ele consegue ser tão calmo? Por que o olho dele fica mais azul quando ele ta cansado? Não era pra ficar cinza, ou preto, ou mais escuro, ou simplesmente permanecer da mesma cor?

Ele é incrível.

O mundo desaba lá fora, e ele olha com paciência e diz:
“-Calma. Não adianta apavorar. A vida tem dessas coisas.”
E ai me pergunto se a vida ainda tem muito dessas preciosidades...

Porque hoje todo mundo está sempre lutando contra o relógio, contra o tal do stress, contra a própria vida e se esquece de ter paz. De ter calma.

Ele não. Ele consegue me transmitir tranqüilidade.

Mesmo longe. Quando me sinto nervosa e desorientada me lembro dos olhos azuis. Lembro do violão, do amor dedicado, da paciência, da ingenuidade no olhar... Lembro que depois de um beijo, tudo em mim se resolvia. E se acalmava.

Herdei isso. Não dessas heranças sanguíneas, que você não tem escolha se quer ou não herdar. Herdei por que ele me ofereceu isso. E eu aceitei. Aceitei pelo conviver. Pelo amor que me foi cedido através de ensinamentos e cheirinhos de bom dia. Pelo respeito.

Pela convicção do correto.

Tão bom quando ele me olha com doçura e questiona: “Tudo em paz, fiotona?”.

Não é a toa que ele adora pássaros. Pássaros e violão.

E isso ficava sempre em mim. Ele cuidando dos bichinhos como se fossem filhos...

Fiquei a ver... Resolvi me tornar um. Virei passarinho e voei.

Até porque chegou um momento em que ele não quis mais seus pássaros engaiolados. Queria-os livres.

Voei...Mas trouxe comigo algo precioso. Paz! Tenho ânsia dela todos os dias. Me ensinou tão bem, que sou capaz de apostar que ela é a progenitora de todos os outros sentimentos bons.

Carreguei os valores. Estão comigo sempre.

Digo ainda:
“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos.”

E não se preocupe: O pássaro cultivado com amor, sempre se lembra do caminho de volta.

E amor eu tive de sobra.

Amo!



segunda-feira, 27 de julho de 2009

Horizonte distante


"Por onde vou guiar o olhar que não enxerga mais?(...)
A gente quer ver horizonte distante.(...)
E não me falta o passo, coração."

domingo, 26 de julho de 2009

o -
- o oo -
oo - o-o -- o
- o -- o










Não deu pra falar em palavras...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Elefantes no caminho


Chega uma hora que você percebe(euforicamente) que não dá mais. Ou você tira o elefante das suas costas, ou ele te esmaga brutalmente. Que contraditório... O elefante, devido a ordem natural, nasceu e cresceu ali. Porém, contrariando a essa mesma ordem, você não tinha se dado conta de que existia um peso a mais. Será que ele esteve mesmo sempre ali ou será que ele apareceu de um casulo feito borboleta que se transforma? Era algo indefeso e depois se apoderou de dimensões que não deveria ter atingido. Sim. Uma transformação violenta, inacreditável e... pesada.
Será que surgiu só pra atravancar o caminho e tornar seus passos um tanto quanto cansativos?
Sinceramente, essa promiscuidade hoje pouco importa.
O almejo de algo mais pleno e mais completo te impulsiona. Um caminho sem via crucis. Sem fardos. Sem dúvidas no coração. Sem choros seguidos de soluços...
Não digo de um fim indolor. Mas de um fim que trouxe cor.
E quanto ao elefante...Para ele sobrou o módulo "locomoção". Papéis inversos dessa vez.
Ele te carrega ao invês de ser carregado.
Epa! O balanço dele está te incomodando . É outro ritmo. Outro caminhar.
Não, não...E como quem dá a liberdade a pobres "animaizinhos", você ordena:
"-Vá embora. Siga seu caminho.(Siga o outro caminho)."

Sabemos que no meio do caminho, (pelo hábito, carinho, curiosidade ou sei lá o quê) ele vai se atraver a olhar pra trás. Mas, hey...Você não ficou parada esperando. Você seguiu seu caminho.
E olha só a grandiosidade que o peso tirado lhe trouxe: Você não está mais a mercê de carregar o elefante.

Ele olhou pra trás, mas mal conseguiu te avistar. Não conseguiu te alcançar.
Foi-se assim mais um elefante. Pesado e ... pesaroso.

domingo, 5 de julho de 2009

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"E ele me estende a mão: não é cumprimento, tampouco um pedido de apoio para se levantar. A mão aberta. Ele me estende a mão e diz: te entrego meu vazio."


Um vazio que tem peso.E pesa mesmo!
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Ele
Sempre me encantei com seu olhar de menina-moleca. Só não podia imaginar que ela ainda costumava brincar. Trocara bonecas e bonecos por pessoas.

Ela
Nunca pertenci completamente a ninguém. Ainda custo a aceitar que você passou a ser apenas alguém.

Trechos em mim.

O mantra está vivo aqui dentro de mim. E como diria o cantor:"Deixa vir do coração!"
Dessa vez, meu coração jogou diferente comigo.Fugindo da autarquia, ele fez ligação direta com meu cérebro.Meu coração não quer mais.Minha razão concordou.E parece que essa aliança, trouxe benefícios para outros setores...
Meus pés continuam a caminhar depois dessa aliança.Só que dessa vez, para um rumo diferente.Direção oposta.Tipo aquele carrinho de fricção, que bate em qualquer lugar e volta imediatamente,sabe? Bate e volta.Foi assim para meus pés.
Meus olhos se abriram tanto, que chegaram a ver por detrás do muro.Aquele muro que estava empatando o caminhar dos pés.(Por vezes penso que talvez nem estava enchergando o muro.) Mas,não nego. Eles deram uma olhadinha descuidada para trás e me fizeram lembrar que virtudes foram cultivadas no meu caminho.Mais um impulso.
Minhas mãos também acataram mudanças.Antes se juntavam em oração para pedir pra te esquecer ou te ter de uma vez.Hoje, elas se juntam para pedir alegrias para você.E sabedoria também.

"Eu não iria tão longe por você."
"Tudo o que quer de mim é demais, é pesado... Não há paz."

E eu...Bom, eu só "quero a sorte de um amor tranquilo".